quinta-feira, 16 de julho de 2009

Cuidados com a saúde

Certamente, o uso indiscriminado e a comodidade dos produtos plásticos reverteram-se contra todos nós.
Pesquisas diversas realizadas por Scott Belcher, PhD, e sua equipe têm demonstrado que há um considerável aumento da quantidade do perigoso Bisfenol A (BPA - resina plástica policarbonato), que se dissolve dos copos plásticos, incorporando-se ao líquido, quando estes são utilizados para as bebidas quentes ou fervendo.
Estudos apontam que o Bisfenol A afeta a fertilidade e interfere no desenvolvimento do cérebro; aumenta a formação de gorduras e o risco de obesidade; aumenta a agressividade, provoca hiperatividade, deficiência de aprendizagem, entre outros problemas de saúde.

Campanha: "Beba Saúde".

A proposta é substituir os copos plásticos. Saúde do corpo, da alma e do planeta!

Dez dicas para reduzir a exposição ao BPA

1. Usar somente mamadeiras e utensílios de vidro para os bebês;
2. Dar às crianças somente brinquedos feitos com materiais naturais (ex. tecidos orgânicos, madeira reciclada);
3. Armazenar as bebidas e os alimentos somente em vidros;
4. Não colocar alimentos em recipientes plásticos, caso optar pelo micro-ondas;
5. Não consumir alimentos e bebidas enlatadas;
6. Evitar o uso de filmes plásticos;
7. Evitar pratos, copos e outros utensílios de plástico;
8. Descartar utensílios de plástico lascados ou arranhados. Evitar lavá-los com detergentes fortes ou colocá-los na máquina de lavar louças.
9. Evitar água engarrafada. Optar por um filtro de boa qualidade;
10. Abolir todos os recipientes plásticos marcados com o símbolo da reciclagem n° 7.

Por Isabel M. Antunes Joffe.
Sócia-fundadora da rede Mundo Verde.
Fontes:
http://www.sciencedaily.com
http://healthnews.uc.edu

sábado, 13 de junho de 2009

Alimentação saudável

Linhaça fortalece o coração e controla o colesterol

Já imaginou se existisse um alimento capaz de proporcionar inúmeros benefícios, nas mais diversas fases da vida, ajudando na prevenção e combate de inúmeras patologias, do rejuvenescimento das células até mesmo prevenção e combate ao câncer? Pois acredite, esse alimento existe e atende pelo nome de linhaça.

Utilizada no oriente desde a antiguidade, essa pequena e poderosa semente já era sinônimo de proteção, estando presente nas tumbas do Egito, rituais religiosos e no tratamento de ferimentos. Com o passar dos anos e o avanço da tecnologia, pesquisas comprovaram a eficácia da semente do linho para proteger a saúde de quem a consome.

A nutricionista Flávia Morais, da rede Mundo Verde, especializada em produtos naturais, orgânicos e para bem-estar, explica que a linhaça é riquíssima em componentes com efeitos benéficos à saúde: fibras, ômegas 3 e 6 (ácidos graxos), lignanas (fitoestrógenos), vitaminas A, E, B1, B6, potássio, magnésio, fósforo, cálcio, ferro, cobre, zinco, manganês e selênio. Com sabor que lembra a castanha, é uma opção sem glúten para fornecer esses nutrientes. Este alimento funcional é capaz de ajudar o sistema imunológico, reduzir o envelhecimento celular e diminuir o risco de algumas doenças.

A linhaça é um dos alimentos mais ricos em ômega 3, por isso, é responsável por prevenir doenças cardiovasculares, e evitar coágulos ao diminuir as taxas de colesterol total e de LDL colesterol (ruim) e aumentar as de HDL colesterol (bom).

Existem dois tipos de semente de linhaça: marrom e dourada. A linhaça marrom, nativa da região mediterrânea, já está adaptada ao solo brasileiro e ao clima quente e úmido. Apresenta casca um pouco mais dura e resistente, o que pode diminuir a biodisponibilidade dos seus nutrientes. A linhaça dourada cresce em climas mais frios. Geralmente é importada do Canadá. Tem a casca mais fina e seu sabor é mais suave do que o da linhaça marrom. "Estudos já demonstram que não existe diferença significativa na atividade antioxidante e quantidade de nutrientes nos dois tipos de linhaça", explica Flávia Morais.

Dicas de Consumo

Os benefícios da linhaça se potencializam quando a semente é moída ou triturada, já que sua casca é resistente à ação do suco gástrico e passa sem sofrer digestão no trato gastrointestinal. Um modo fácil de quebrar as sementes é passá-las levemente em um liquidificador. Guardar em pote bem fechado, de preferência de vidro opaco, no refrigerador, e ao abrigo da luz por até três dias Também pode ser utilizada no último cozimento do feijão ou sopa.

Na rotina alimentar as sementes podem ser adicionadas a iogurtes, saladas, sucos, vitaminas e sopas. "Para aproveitar todos os benefícios que a linhaça oferece, as sementes devem ser trituradas. Elas podem ser adicionadas em sucos ou vitaminas, por exemplo. Outra opção é germiná-las. A farinha pode ser usada em receitas de pães e massas, em geral para aumentar sua quantidade de fibra", ratifica a nutricionista do Mundo Verde.

É possível também substituir o óleo ou gordura de uma receita por óleo de linhaça. Outra substituição interessante é trocar 1 ovo por 3 colheres (sopa) de linhaça, para dar liga ou consistência. Use em panquecas, bolos e bolinhos. Colocar 3 colheres de sopa de semente de linhaça em ½ copo de água, deixar de molho por 4 horas e adicionar na receita em substituição ao ovo. Em geral, a ingestão recomendada de linhaça é de 3 colheres de sobremesa ao dia.

Principais Ações da Linhaça no Organismo

Ácidos Graxos: Destacam-se por seu potencial preventivo. Reduzem o colesterol total e o LDL, e a pressão arterial confirmando seu efeito cardioprotetor. O óleo de linhaça é fonte de ALA (ácido alfa linoléico) que previne a hipercolesterolemia, trombose e ainda reduz a agregação plaquetária. O ômega 3 inibe a formação de mediadores pró-inflamatórios. A ingestão do óleo é uma alternativa para o tratamento de deficiência lacrimal. Reduz a inflamação ocular, alivia, ainda, sintomas da artrite reumatóide, psoríase, esclerose múltipla e lúpus. Indicado para peles secas, manchas, acne, espinhas e eczema. Sua ação antioxidante, o faz potente contra a formação de placas de ateroma, além de reforçar o sistema imunológico. Sua ação antioxidante, o faz potente contra a formação de placas de ateroma, além de reforçar o sistema imunológico. É ainda coadjuvante no tratamento da depressão, melhora as funções mentais de idosos e de pessoas com problemas de conduta (esquizofrenia). Estudos demonstram que o ômega 3 presente na linhaça atua na prevenção de demência e mal de Alzheimer. O óleo de linhaça prensado a frio é fonte de vitamina E, uma vitamina antioxidante importante para manter a qualidade do óleo e evitar a oxidação/perda do ALA.

Lignanas: Desempenham importante papel no equilíbrio hormonal. Contribui para a manutenção da saúde óssea e também na redução de risco de câncer hormônio dependente. Auxiliam no combate aos sintomas da TPM e menopausa, e a prevenir o surgimento de câncer de mama. Também têm efeito protetor contra câncer de próstata. Pesquisas mostram que a linhaça é o principal alimento fonte de lignanas.

Fibras: Auxiliam no controle da glicemia e das taxas de colesterol sanguíneo, diminuindo o risco de diabetes e doenças coronarianas. Previnem e reduzem o risco de câncer coloretal e a incidência de obesidade. Ajudam na digestão e no bom funcionamento do intestino.

Proteínas: A proteína encontrada na semente de linhaça é uma boa fonte de arginina, glutamina e histidina, aminoácidos relacionados ao fortalecimento do sistema imunológico.

Para Todos os Gostos

Semente: Grão intacto, fonte de ômegas 3 e 6, lignanas e fibras. Para que estes nutrientes possam ser absorvidos deve ser triturada ou moída. Lembrando que os ômegas se oxidam facilmente, então depois de triturada a linhaça deve ser guardada em pote bem fechado, opaco e sob refrigeração por até três dias. A semente também pode ser germinada e adicionada a sucos verdes.

Farinha: É obtida através das sementes de linhaça moídas. Boa fonte de fibras. Se a farinha for parcialmente desengordurada, terá menor teor de ômegas 3 e 6 (gorduras) e de lignanas se comparada à semente inteira.

Óleo: É extraído da prensa das sementes de linhaça, rico em ômega 3 e ômega 6. Prefira os 100% integrais e naturais, obtidos por uma única prensagem a frio, sem aditivos ou solventes. A exposição ao calor, à luz e ao oxigênio provoca oxidação dos óleos, por isso é importante escolher os não refinados embalados em garrafas à prova de luz (opacas).

Cápsulas: Uma forma de suplementar a dieta com ômega 3. O óleo de linhaça é encapsulado, tornando mais prática sua administração. Como qualquer alimento encapsulado, precisa de registro no Ministério da Saúde que garanta sua qualidade.

A linhaça ainda pode ser encontrada na composição de barras de cereais, biscoitos, bolos, granolas.
(www.minhavida.com.br)

domingo, 30 de novembro de 2008

Hiperglicemia / Hipoglicemia


HIPERGLICEMIA
É a elevação dos níveis de glicose no sangue. Muitos não sabem, mas uma glicemia acima de 160 mg/dL, já é considerada como hiperglicemia. Ela acontece, principalmente quando o tratamento medicamentoso se torna insuficiente para sua alimentação e atividades diárias. Pode ser causada por:
Dose de medicação inferior à necessidade
Caso o uso de sua medicação não seja mais a indicação para seu caso
Abusos alimentares
Na ocorrência de gripes ou infecções em geral
Sugestões para o tratamento dos diversos estados glicêmicos
GLICEMIA
LANCHE RECOMENDADO
120 - 180 mg/dL
Lanche usual, evitando achocolatado diet e suco de laranja
180 - 250 mg/dL
Bebida de baixo valor calórico, porção de bolacha ou pão, evitar frutas
acima de 250 mg/dL
Líquidos com baixo valor calórico, pequena porção de bolacha ou pão
Complicações Crônicas
COMPLICAÇÃO
SINTOMAS
MICROANGIOPATIA:
comprometimento dos vasos capilares: nefropatia e retinopatia.
MACROANGIOPATIA:
Comprometimento dos vasos arteriais: deficiência circulatória no cérebro, coração e membros inferiores.
RETINOPATIA
Alteração na visão
Pontos flutuantes
Dificuldade de enxergar de dia
Pressão ou dor nos olhos
Hipersensibilidade à luz
Anéis ou halos coloridos.
NEFROPATIA
Presença de albuminúria persistenteExcreção de albumina > 300 mg/dL, na ausência de outro distúrbio renal.
NEUROPATIA
Formigamentos
Impotência sexual
Alterações: Digestivas
Urinárias
Circulatórias
Ressecamento da pele
Lesões ulcerosas de pernas e pés, etc.
Problemas de Saúde a Longo Prazo Altos níveis de glicose no sangue podem provocar alterações nos nervos e nos grandes e pequenos vasos sanguíneos. O Diabetes também pode diminuir a resistência do corpo em combater infecções. Quem tem Diabetes e mantém a glicemia elevada está mais propenso a ter sérios problemas oculares, doença renal, ataques cardíacos, derrame cerebral, pressão alta, má circulação, formigamento nas mãos e nos pés, problemas sexuais, amputações e infecções. O bom controle do Diabetes pode ajudar a evitar esses problemas. Mudanças Saudáveis no Estilo de Vida
Aprender o máximo possível e a realização de mudanças saudáveis, ajuda a administrar de forma eficaz o Diabetes
Selecionar um plano alimentar balanceado e rico em carboidratos complexos
Diminuir a gordura da alimentação
Escolher cuidadosamente a hora das refeições
Monitorizar a glicemia de acordo com a recomendação do médico
Realizar exercícios de baixo impacto como caminhada, natação e ciclismo
É muito importante seguir as recomendações do médico. Consulte-o sempre.
Fonte: Roche

HIPOGLICEMIA
O principal objetivo do tratamento do Diabetes é normalizar sua glicemia (açúcar no sangue).Para conseguir um perfeito equilíbrio metabólico, é preciso um equilíbrio entre Dieta, Exercícios Físicos e Medicação (insulina ou hipogliceminantes orais).Caso não ocorra esse equilíbrio, você pode apresentar Hipoglicemia ou Hiperglicemia.
HIPOGLICEMIAA hipoglicemia é a queda excessiva de açúcar no sangue.A aparição dos sintomas é rápida e os níveis de glicose no sangue estarão abaixo de 70 mg/dI.CAUSAS DA HIPOGLICEMIA
Excesso de exercícios físicos;
Falta de uma refeição regular ou fora do horário;
Pouca quantidade de alimentos;
Vômitos ou diarréia;
Administração de alta dose de insulina ou ingestão de maior quantidade de hipogliceminantes orais;
Consumo de bebidas alcoólicas.

SINTOMAS DA HIPOGLICEMIA
Fome súbita;
Fadiga;
Tremores;
Tontura;
Taquicardia;
Suores;
Pele fria, pálida e úmida;
Visão turva ou dupla;
Dor de cabeça;
Dormência nos lábios e língua;
Irritabilidade;
Desorientação;
Mudança de comportamento;
Convulsões;
Perda do conhecimento.
Em caso de suspeita de hipoglicemia, você pode notar um ou mais desses sintomas. Ao detectar o(s) sintoma(s) deve-se proceder da seguinte forma:O objetivo é elevar o nível de açúcar no sangue. Se possível, verifique sua glicemia com tiras reagentes. Este teste mede o açúcar no sangue. Não é aconselhável fazer este teste na urina, pois o resultado não é confiável no momento da hipoglicemia.Você deve:
Ingerir algum alimento, copo de leite, suco de frutas ou refrigerante. Se após 10 minutos os sintomas não melhorarem, beber água com açúcar, comer chocolate, uma bala ou tabletes de glicose. Seu médico pode ainda indicar para estas situações o medicamento Glucagon injetável.
O Glucagon libera glicose no sangue.
O alimento deve ser dado quando o diabético estiver consciente e for capaz de engolir, nunca quando estiver incosciente.
Quando o diabético estiver inconsciente, deve ser feito o seguinte:
Colocar na boca, no lado interno da bochecha, açúcar ou mel.
Friccione a parte interna da bochecha para facilitar a absorção.Estas medidas devem ser imediatas, por isso você deve informar às pessoas que convivem com você: colega de escola ou trabalho, familiares e amigos. Eles podem salvar sua vida.
Se após essas medidas, o diabético continuar inconsciente, leve-o imediatamente ao Pronto-Socorro mais próximo, informando ao médico plantonista o antecedente de diabetes, os sintomas da hipoglicemia que a pessoa apresentou e o que já foi feito até o momento. Seguramente, ele administrará glicose endovenosa e verificará a glicemia.
Quando a reação terminar, o diabético deve ingerir algum alimento de absorção lenta, como um sanduíche, bolachas, uma fruta ou outro alimento que tenha costume de comer normalmente.

COMO EVITAR A HIPOGLICEMIA
Programe suas atividades físicas;
Ingerir alimentos extras antes de exercícios físicos;
Cumprir o plano alimentar: horário, quantidade e qualidade dos alimentos;
Em caso de vômitos e diarréia, informe seu médico imediatamente;
Utilizar a medicação prescrita nas doses e horários indicados pelo médico;
Evitar bebidas alcoólicas.
Em situações especiais, como viagens, festas entre outras, intercale sua alimentação regular com lanches extras, de acordo com a situação.
IMPORTANTE
Use sempre um cartão de identificação de diabético. Ele pode salvar sua vida.
Tenha sempre consigo balas ou tabletes de glicose.
Reconheça os sintomas e trate-os prontamente.
Hipoglicemias noturnas podem se manifestar com pesadelos, gritos, além dos sintomas mencionados.
Pode acontecer hipoglicemia sem sintomas e sua detecção só é possível ao fazer o exame de glicemia no sangue.
Por isso é importante realizar autocontroles domiciliares e informar o seu médico. A hipoglicemia pode ser evitada se você conhecer o metabolismo do seu corpo.
Fonte: NovoNordisk

Previna-se contra Diabetes

O Diabetes Melitus é um distúrbio causado pela falta absoluta ou relativa de insulina no organismo. Quando a insulina produzida pelo pâncreas se torna insuficiente, a glicose é impedida de ser absorvida pelas células, o que provoca a elevação dos níveis sanguínios de glicose, cuja a taxa normal, em jejum, é de 70 a 100 mg por 100 ml de sangue.
O Diabetes é um dos mais graves problemas de saúde pública, pois, ao se reconhecer que a principal causa de mortalidade no mundo, que são as doenças cardiovasculares, o Diabetes contribui com 40%, pode-se considerar que como doença crônica isoladamente, é a maior causa de morbi-mortalidade em todo o mundo (IDF - 2003).
No Brasil acomete aproximadamente 10% da população entre 30 e 69 anos, atingindo entre 9 a 10 milhões de pessoas, sendo infelizmente em torno de 5 a 6 milhões apenas que conhecem sua situação, portanto, praticamente a metade está sem diagnóstico.

PRINCIPAIS SUSPEITAS
A doença só se manifesta pelo aparecimento de vários destes sinais e sintomas, ao mesmo tempo.
- Urinar muitas vezes, durante o dia e a noite e em grande quantidade.
- Sede exagerada.
- Obesidade.
- Perda de peso.
- Ter muita fome.
- Desânimo e fadiga fáceis (cansaço).
- Piora da visão.
- Furúnculos frequentes.
- Cicatrização difícil e infecções de pele.
- Impotência sexual.
- Pressão arterial alta.

GRUPO DE RISCO
São pessoas que poderão desenvolver Diabetes Mellitus Tipo 2 devido fatores predisponentes que são:
1 - Familiares diabéticos;
2 - Obesidade;
3 - 3ª idade - 60 anos ou mais;
4 - Hipertensão;
5 - Mães que deram a luz a criança com 4 kg ou mais.

O DIAGNÓSTICO
Não será difícil você imaginar como se descobre a doença, já que, numa pessoa com todas as queixas descritas, o exame a ser feito é a dosagem de glicose no sangue (Glicemia) e na urina (Glicosúria).
Os médicos costumam classificar o diabetes em 2 tipos principais:
* DIABETES TIPO I: As células do pâncreas que normalmente produzem insulina, foram destruídas por auto anticorpos.
* DIABETES TIPO II: O que se pode controlar só com dieta, ou com esta mais comprimidos (Hipoglicemiante oral). É um diabetes que ocorre mais em pessoas adultas após os 40 anos. Embora não se saiba o que causa o Diabetes Tipo II, sabe-se que neste caso o fator hereditário tem uma importância bem maior do que no Diabete Tipo I. Também existe uma conexão entre a obesidade e o Diabetes Tipo II; embora a obesidade não leve, necessariamente ao diabetes. O Diabetes Tipo II é um distúrbio comum, afetando 10% da população, de 30 a 69 anos. Os diabéticos tipo II produzem um pouco de insulina natural, mas por muitas razões suas células não conseguem metabolizar a glicose suficiente da corrente sanguínea.

CONSEQUÊNCIAS DO DIABETES NÃO CONTROLADO
1 - Cegueira;
2 - Enfarte do miocárdio;
3 - Gangrena;
4 - Impotência sexual masculina;
5 - Outras complicações.
Quando não controlado, o Diabetes pode ainda trazer outras consequências como: Hipertensão Arterial, Insuficiência renal e infecções.
"Todas estas consequências podem ser evitadas através de um controle eficaz" (Hemoglobina glicada menor que 7).

DIABETES GESTACIONAL
Diabetes Gestacional é uma patologia que acomete subitamente mulheresnão-diabéticas que engravidam.
No Diabetes Gestacional, a mulher desenvolve o Diabetes somente durante a gestação porque produz uma quantidade insuficiente de insulina devendo a mulher ficar atenta para o possível desenvolvimento de Diabetes Mellitus no futuro para ela e seu bebê.
Ao término da gestação, a mulher habitualmente volta ao seu estado normal de produção de insulina. Isto ocorre porque, neste período, a placenta produz substâncias que bloqueiam a ação da insulina, o que pode provocar a elevação de glicose.
Mas não é preciso se alarmar. Essa é uma situação passageira em sua vida e seu bebê vai se desenvolver normalmente se forem seguidas todas as recomendações do seu médico.

COMO DEVO COMER?
Uma alimentação equilibrada é aquela que contém todos os nutrientes: deve ter restrição de carboidratos simples, proteínas, gorduras, sais minerais, vitaminas, fibras vegetais e água.

COMO COMPOR UMA ALIMENTAÇÃO EQUILIBRADA?
Incluindo em todas as refeições um alimento de cada grupo alimentar:
* Energéticos: Carboidratos complexos (arroz integral, feijão, soja, milho, lentilha, ervilha, trigo em grão).
* Construtores: Aves, peixes, frutos do mar, ovos, carnes e queijos magros, evitando gorduras (queijo amarelo, manteiga, cremes).
* Reguladores: Fontes de vitaminas: sais minerais, fibras vegetais e água: verduras, legumes e frutas.

UM ALIMENTO DE CADA GRUPO
1 - O equilíbrio nas refeições garante boa nutrição e melhor controle da glicemia.
2 - Fracione os alimentos em várias pequenas refeições.
3 - Insulinos-dependentes devem ajustar o horário e as quantidades de alimentos ao seu esquema de insulina.
4 - Os não-insulinos-dependentes devem fazer no mínimo 4 refeições diárias com 2 lanches intermediários (de alimentos permitidos).
Isto facilita o aproveitamento dos nutrientes e possibilita glicemias menores após as refeições.

ESTEJA ATENTO AO CONSUMO DESSES ALIMENTOS:
* Fibras Vegetais: são nutrientes importantes para a saúde do aparelho digestivo e prevenção de algumas doenças como prisão de ventre, hemorróidas, gastrite, colite e mesmo os tumores do aparelho digestivo.
Colaboram para controlar os níveis de gordura no sangue (colesterol e triglicerídes) e de glicose, evitando glicemias muito altas.
Fibras macias são responsáveis pelo menor aproveitamento da glicose e das gorduras durante a digestão. Os alimentos que oferecem estas fibras são:
1 - Leguminosas (feijão, ervilhas, lentilhas, grão-de-bico e soja);
2 - Cascas e bagaços de frutas;
3 - Legumes e verduras;
4 - Aveia e cevada.

INCLUA ESTES ALIMENTOS EM SUAS REFEIÇÕES.
1 - Reduza a adição de sal no preparo de alimentos;
2 - Evite adicionar sal ao alimento já preparado. Tire o saleiro da mesa;
3 - Evite pemperose molhos industrializados, que contenham sal como conservante. O mesmo é válido para os alimentos em conserva;
4 - Prefira temperos e alimentos frescose congelados. Abuse de ervas, alho, cebola e cheiro verde;
5 - Alguns adoçantes à base de sacarina e ciclamato contém alto teor de sódio. Não abuse do adoçante e de outros produtos dietéticos (só para quem for hipertenso).
Fonte:Associação Nacional ao Diabético (ANAD).

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Entendendo e calculando o IDH

O IDH foi criado para medir o nível de desenvolvimento humano dos países a partir de indicadores de educação (alfabetização e taxa de matrícula), longevidade (expectativa de vida ao nascer) e renda (PIB per capita). Seus valores variam de 0 (nenhum desenvolvimento humano) a 1 (desenvolvimento humano total). Países com IDH até 0,499 são considerados de desenvolvimento humano baixo; com índices entre 0,500 e 0,799 são considerados de desenvolvimento humano médio; e com índices maiores que 0,800 são considerados de desenvolvimento humano alto.

O Índice de Desenvolvimento Humano também é utilizado para aferir o nível de desenvolvimento humano em municípios, denominando-se IDH-Municipal ou IDH-M e, embora meça os mesmos fenômenos - educação, longevidade e renda, os indicadores levados em conta no são mais adequados para avaliar as condições de núcleos sociais menores.

Educação: No tocante à educação, o cálculo do IDH-M considera dois indicadores, com pesos diferentes: a taxa de alfabetização (A) de pessoas acima de 15 anos de idade, com peso 2, e a taxa bruta de freqüência à escola (F), com peso 1. O primeiro indicador resulta da seguinte divisão: o número de pessoas do município com mais de 15 anos de idade(*) capazes de ler e escrever um bilhete simples (ou seja, adultos alfabetizados) dividido pelo número total de pessoas com mais de 15 anos de idade residentes no município. O segundo indicador resulta de uma conta simples: o somatória do número de indivíduos residentes no município que estão freqüentando a escola (**), independentemente da idade, dividido pela população residente no município na faixa etária de 7 a 22 anos de idade.

(*) Pelo calendário do Ministério da Educação, aos 7 anos uma criança deve iniciar o primeiro ciclo do ensino fundamental. Aos 15 anos, o jovem deve ingressar na primeira série do ensino médio, e, aos 22 anos, concluir o ensino superior. Esse calendário indica que a maioria da população deveria estar envolvida no processo de aprendizado entre as idades de 7 e 22 anos. Por isso, ao se avaliar o acesso das pessoas ao conhecimento, divide-se o total de alunos nos três níveis de ensino pela população total dessa faixa etária. A esse indicador se dá o nome de taxa bruta de freqüência escolar.

(**) Alunos matriculados nos cursos fundamental, médio e superior, inclusive os cursos supletivos de primeiro e de segundo graus, de classes de aceleração e de pós-graduação universitária. Apenas classes especiais de alfabetização são descartadas para efeito do cálculo.

Se considerarmos que as taxas de alfabetização e de freqüência já variam entre 0 e 1 (0% a 100%), torna-se desnecessário "convertê-las" em um índice, como nas dimensões saúde e renda. É preciso apenas aplicar os pesos de cada indicador para se chegar a uma média.

Se o município em questão tem uma taxa bruta de freqüência à escola igual a 85% e uma taxa de alfabetização de 91%, o cálculo será assim:

[0,85 + (2 x 0,91)] / 3 => (0,85 + 1,82) / 3 => 2,67 / 3 = 0,89.

Logo, o IDHM-E do município será 0,89.

Longevidade: Com relação à longevidade(***), o IDH-M leva em conta o número médio de anos que uma pessoa nascida no município, no ano de referência, deve viver, ou seja, a expectativa de vida (E) no município referente a esse ano.

(***) O indicador de longevidade sintetiza as condições de saúde e salubridade local, uma vez que quanto mais mortes houver nas faixas etárias mais precoces, menor será a expectativa de vida observada no local.

O cálculo da esperança de vida ao nascer é complexo e envolve várias fases. No caso da esperança de vida por município, as estatísticas do registro civil são inadequadas. Por isso, para o cálculo do IDH municipal optou-se por técnicas indiretas para se chegar às estimativas de mortalidade. A base são as perguntas do Censo sobre o número de filhos nascidos vivos e o número de filhos ainda vivos na data em que o Censo foi feito. A partir daí são calculadas proporções de óbitos. Aplica-se, então, uma equação que transforma essas proporções em probabilidade de morte. A próxima etapa é transformar essas probabilidades em tábuas de vida, de onde é extraída a esperança de vida ao nascer.

Para transformar esse número de anos em um índice, usa-se como parâmetro máximo de longevidade, 85 anos, e, como parâmetro mínimo, 25 anos. Assim, se o município em questão tem uma esperança de vida ao nascer de 70 anos, seu IDHM-L será:

(70 - 25) / (85 - 25) => 45 / 60 => IDHM-L = 0,750.

Logo, o IDHM-L do município será 0,750.

Renda: Para a avaliação da renda, o critério usado é a renda municipal per capita (R) (****), ou seja, a renda média de cada residente no município. Para se chegar a esse valor, soma-se a renda de todos os residentes e divide-se o resultado pelo número de pessoas que moram no município (inclusive crianças ou pessoas com renda igual a zero).

(****) No caso brasileiro, o cálculo da renda municipal per capita é feito a partir das respostas ao questionário expandido do Censo ? um questionário mais detalhado do que o universal e que é aplicado a uma amostra dos domicílios visitados pelos recenseadores. Os dados colhidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) através dessa amostra do Censo são expandidos para o total da população municipal e, então, usados para o cálculo da dimensão renda do IDH-M.

A renda média municipal per capita indica a renda média dos indivíduos residentes no município expressa em reais, pela cotação do dia 1 agosto de 2000. Os valores são extraídos do questionário da amostra do Censo. A partir da pesquisa do IBGE soma-se todo tipo de renda obtida pelos moradores daquele município (inclusive salários, pensões, aposentadorias e transferências governamentais, entre outros). E a somatória é divida pelo número total de habitantes do município. O resultado é a renda municipal per capita.

Para transformar a renda municipal per capita em um índice é feito uma série de cálculos. Primeiro convertem-se os valores anuais máximo e mínimo expressos em dólar PPC (Paridade do Poder de Compra), adotados nos relatórios internacionais do Pnud - Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (US$ PPC 40.000,00 e US$ PPC 100,00, respectivamente), em valores mensais expressos em reais: R$ 1.560,17 e R$ 3,90.

Em seguida, são calculados os logaritmos da renda média municipal per capita e dos limites máximo e mínimo de referência. O logaritmo é usado porque ele expressa melhor o fato de que um acréscimo de renda para os mais pobres é proporcionalmente mais relevante do que para os mais ricos. Ou seja: R$ 10,00 a mais por mês para quem ganha R$ 100,00 proporciona um maior retorno em bem-estar do que R$ 10,00 para quem ganha R$ 10.000,00.

Finalmente, para se chegar ao índice de renda municipal (IDHM-R) aplica-se a fórmula a seguir: IDH-R = (log de renda média municipal per capita - log do valor de referência mínimo) / (log do valor de referência máximo - log do valor de referência mínimo). Para um município com renda municipal per capita de R$ 827,35, o cálculo ficaria assim:

IDHM-R = (log R$ 827,35 - log R$ 3,90) / (log R$ 1.560,17 - log R$ 3,90) => IDHM-R = 0,894.

IDH-M: Calculados os índices específicos de cada um dos três parâmetros analisados: IDHM-E, para a educação, IDHM-L, para a saúde (longevidade), e IDHM-R, para a renda, são determinados os valores de referência mínimo e máximo de cada categoria, que serão equivalentes a 0 e 1, respectivamente, no cálculo do IDH-M. Os sub-índices de cada município serão valores proporcionais dentro dessa escala: quanto melhor o desempenho municipal naquela dimensão, mais próximo o seu índice estará de 1. O IDH-M de cada município é a média aritmética desses três índices específicos: somam-se os valores e divide-se o resultado por três (IDHM-E + IDHM-L + IDHM-R / 3).

Assim, o IDHM-E de um município é dado pela fórmula ( 2A+F/3). Para o cálculo do IDHM-L, determina-se a expectativa de vida ao nascer no município (E) e usa-se a fórmula IDHM-L = (R-25/60). Finalmente, para se calcular o IDHM-R, determina-se a renda municipal per capita (R) e, em seguida, aplica-se a fórmula: IDHM-R = log10(R/3,9)/2,6. Essas equações foram ajustadas de forma que os três subíndices, IDHM-E, IDHM-L e IDHM-R, estejam entre 0 e 1.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Desigualdade

Ipea: desigualdade continua "extremamente elevada"

A desigualdade social permanece alta no Brasil, apesar da redução acelerada, nos últimos seis anos, da diferença entre os mais pobres e os mais ricos. Essa é a principal constatação da análise feita pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2007.
Divulgado há pouco no Rio de Janeiro, o relatório classifica a desigualdade na distribuição da renda per capita no Brasil como "extremamente elevada". Segundo o Ipea, a parcela da renda dos 50% mais pobres é apenas "ligeiramente maior" que a parcela ganha pelo 1% mais rico.
"A fatia da renda apropriada pelos 10% mais ricos representa mais de 40% da renda total, ao passo que a fatia apropriada pela metade mais pobre da população representa 15%", informa o relatório.
Os dados são baseados no índice de Gini, indicador usado para mensurar a desigualdade de renda. O Ipea comparou os Pnads de 2001 e 2007 e verificou que esse índice caiu de 0,593 para 0,552. No Gini, quanto mais próximo de zero o coeficiente, menos desigual é o país.
Redução acelerada e mais duas décadas.
A boa notícia dada pelos pesquisadores é que a queda de 7% no coeficiente de Gini, no mesmo período, pode ser considerada uma das "velocidades mais aceleradas do mundo". "Dos 74 países para os quais há informações sobre a evolução do coeficiente de Gini ao longo da década de 1990, menos de 25% foi capaz de reduzir a desigualdade a uma velocidade superior à alcançada pelo Brasil no período 2001-2007", informa o Ipea.
Mas nesse ritmo, segundo os dados da análise, serão necessárias ainda mais de duas décadas para que Brasil "se alinhe à dos demais países com o mesmo nível de desenvolvimento."
O sucesso recente, diz o texto dos pesquisadores, "deve ser encarado apenas como um primeiro passo de uma longa jornada." Mas, por outro lado, essa queda "acentuada" na desigualdade de renda observada desde 2001 é a mais duradoura já ocorrida nas últimas três décadas. Ou seja, foram seis anos de queda contínua na desigualdade de renda entre os mais pobres e ricos.
Apesar disso, os dados do Ipea em comparação com outros países coloca o Brasil numa situação bem abaixo da tabela. Mesmo com essa queda acelerada, o Brasil ultrapassou apenas 5 dos 126 países que têm informações sobre o grau de desigualdade atual na distribuição de renda. Ao todo 113 países ainda apresentam distribuições menos concentradas que a do Brasil. (Lúcio Lambranho)

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

IDH3

Índice de Desenvolvimento Humano
Índice de Desenvolvimento Humano (2007)acima de 0,950
0,900–0,949
0,850–0,899
0,800–0,849
0,750–0,799
0,700–0,749
0,650–0,699
0,600–0,649
0,550–0,599
0,500–0,549
0,450–0,499
0,400–0,449
0,350–0,399
abaixo de 0,350
não disponível

(Mapa para daltônicos) Problemas de visão com o verde e vermelho.O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é uma medida comparativa de riqueza, alfabetização, educação, esperança média de vida, natalidade e outros fatores. É uma maneira padronizada de avaliação e medida do bem-estar de uma população, especialmente o bem-estar infantil. O índice foi desenvolvido em 1990 pelo economista paquistanês Mahbub ul Haq, e vem sendo usado desde 1993 pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento no seu relatório anual.
Todo ano, os países membros da ONU são classificados de acordo com essas medidas. Os países com uma classificação elevada frequentemente divulgam a informação, a fim de atrair imigrantes qualificados ou desencorajar a emigração.
Atualmente, a lista é encabeçada, empatadas na primeira colocação, pela Islândia e Noruega.

Índice [esconder]
1 Critérios de Avaliação
2 Cálculo
3 Classificação
4 Países de elevado desenvolvimento humano
5 Situação de Portugal
6 Situação do Brasil
6.1 Educação
6.2 Longevidade
6.3 Renda
7 Ver também
8 Referências
9 Ligações externas

Critérios de Avaliação
Educação: Para avaliar a dimensão da educação o cálculo do IDH considera dois indicadores. O primeiro é a taxa de alfabetização, considerando o percentual de pessoas acima de 15 anos de idade; esse indicador tem peso dois. O Ministério da Educação indica que, se a criança não se atrasar na escola, ela termina o principal ciclo de estudos (Ensino Fundamental) aos 14 anos de idade. Por isso a medição do analfabetismo se dá a partir dos 15 anos. O segundo indicador é o somatório das pessoas, independentemente da idade, que frequentam algum curso, seja ele fundamental, médio ou superior, dividido pelo total de pessoas entre 7 e 22 anos da localidade. Também entram na contagem os alunos supletivos, de classes de aceleração e de pós-graduação universitária, nesta área também está incluido o sistema de equivalências Rvcc ou Crvcc, apenas classes especiais de alfabetização são descartadas para efeito do cálculo.
Longevidade: O item longevidade é avaliado considerando a esperança de vida ao nascer, que é válida tanto para o IDH municipal quanto para o IDH de países. Esse indicador mostra a quantidade de anos que uma pessoa nascida em uma localidade, em um ano de referência, deve viver. Ocultamente, há uma sintetização das condições de saúde e de salubridade no local, já que a expectativa de vida é diretamente proporcional e diretamente relacionada ao número de mortes precoces.
Renda: A renda é calculada tendo como base o PIB per capita do país ou município. Como existem diferenças entre o custo de vida de um país para o outro, a renda medida pelo IDH é em dólar PPC (Paridade do Poder de Compra), que elimina essas diferenças.

Cálculo
Para calcular o IDH de uma localidade, faz-se a seguinte média aritmética:
(onde L = Longevidade, E = Educação e R = Renda.
nota: pode-se utilizar também a renda per capita (ou PNB per capita).
Legenda:
EV = Expectativa de vida;
TA = Taxa de Alfabetização;
TE = Taxa de Escolarização;
log10PIBpc = logaritmo decimal do PIB per capita.

Classificação
O índice varia de zero (nenhum desenvolvimento humano) até 1 (desenvolvimento humano total), sendo os países classificados deste modo:
Quando o IDH de um país está entre 0 e 0,499, é considerado baixo.
Quando o IDH de um país está entre 0,500 e 0,799, é considerado médio.
Quando o IDH de um país está entre 0,800 e 1, é considerado alto.

Países de elevado desenvolvimento humano
Posição País IDH
em 2005 (publicado em 2007)
Dados de 2005 (publicados em 2007) Mudança comparada a dados de 2004 (publicados em 2006)
1 (0) Noruega 0,968
1 (0) Islândia 0,968
3 (0) Austrália 0,962
4 (2) Canadá 0,961
5 (1) Irlanda 0,959
6 (1) Suécia 0,956
7 (2) Suíça 0,955
8 (1) Japão 0,953
9 (1) Países Baixos 0,953
10 (6) França 0,952
11 (0) Finlândia 0,952
12 (4) Estados Unidos 0,951
13 (6) Espanha 0,949
14 (1) Dinamarca 0,949
15 (1) Áustria 0,948
16 (2) Reino Unido 0,946
17 (4) Bélgica 0,946
18 (6) Luxemburgo 0,944
19 (1) Nova Zelândia 0,943
20 (3) Itália 0,941
21 (1) Hong Kong 0,937
22 (1) Alemanha 0,935
23 (0) Israel 0,932
24 (0) Grécia 0,926
25 (0) Singapura 0,922
26 (0) Coréia do Sul 0,921
27 (0) Eslovênia 0,917
28 (1) Chipre 0,903
29 (1) Portugal 0,897
30 (4) Brunei 0,894
31 (0) Barbados 0,892
32 (2) República Checa 0,891
33 (0) Kuwait 0,891
34 (2) Malta 0,878
35 (11) Qatar 0,875
Posição País IDH
em 2005 (publicado em 2007)
Dados de 2005 (publicados em 2007) Mudança comparada a dados de 2004 (publicados em 2006)
36 (1) Hungria 0,874
37 (0) Polônia 0,870
38 (2) Argentina 0,869
39 (10) Emirados Árabes Unidos 0,868
40 (2) Chile 0,867
41 (2) Bahrein 0,866
42 (0) Eslovênia 0,863
43 (2) Lituânia 0,862
44 (4) Estônia 0,860
45 (0) Letônia 0,855
46 (3) Uruguai 0,852
47 (3) Croácia 0,850
48 (0) Costa Rica 0,846
49 (3) Bahamas 0,845
50 (3) Seychelles 0,843
51 (1) Cuba 0,838
52 (1) México 0,829
53 (1) Bulgária 0,824
54 (3) São Cristóvão e Névis 0,821
55 (0) Tonga 0,819
56 (8) Líbia 0,818
57 (2) Antígua e Barbuda 0,815
58 (2) Omã 0,814
59 (2) Trinidad e Tobago 0,814
60 (0) Romênia 0,813
61 (15) Arábia Saudita 0,812
62 (4) Panamá 0,812
63 (2) Malásia 0,811
64 (3) Bielorrússia 0,804
65 (2) Maurícia 0,804
66 (4) Bósnia e Herzegovina 0,803
67 (2) Rússia 0,802
68 (5) Albânia 0,801
69 (3) Macedónia 0,801
70 (1) Brasil 0,800

Situação de Portugal
Portugal está em 29º no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). O instituto classifica como bom o nível de vida, índices a partir de 0,8. No ranking mundial Portugal (29º) está à frente dos demais países de língua portuguesa: o Brasil está em 70º, Cabo Verde em 102º, Angola em 162º, Guiné-Bissau em 175º, Timor-Leste em 150º e Moçambique em 172º. Não obstante, possui o IDH mais baixo da Europa ocidental. Portugal melhora gradualmente o seu índice desde que a avaliação foi instituida, em 1975, apesar da queda registrada no último ano - vide tabela acima.
Portugal tem registado um forte crescimento do IDH, desde 1970, bem como dos Índices intermédios que o compõem, principalmente nas décadas de 70 e 80. Relativamente ao último ano de observação, 1999, é a Região de Lisboa e Vale do Tejo que apresenta o valor mais elevado, (0,925) superior à média nacional (0,905). As regiões com valores de IDH mais baixos são o Alentejo (0,872) e a Região Autónoma da Madeira (0,889), seguindo-se a Região Centro com 0,894, a Região Norte com 0,899, o Algarve com 0,900, e os Açores com 0,903. De notar que ao nível das sub-regiões, a dicotomia entre Litoral e Interior se mantém entre 1970 e 1999, apesar da evolução dos valores de IDH entre essas datas. Por outro lado, o Litoral é mais restrito em 1999 do que em 1970 e do que em 1991. A sub-região com valor mais elevado de IDH, em 1999, é a Grande Lisboa, com 0,938, e a que apresenta valor mais baixo é o Baixo Alentejo, 0,862.

1975: (índice = 0.785) - médio desenvolvimento humano
1980: (índice = 0.799)
1985: (índice = 0.821) - elevado desenvolvimento humano
1990: (índice = 0.847)
1995: (índice = 0.876)
2000: (índice = 0.896)
2005: (índice = 0,904)
2007: (índice = 0.897)

Situação do Brasil
2005 0.800
2000 0.789
1995 0.753
1990 0,723
1985 0,700
1980 0.685
1975 0.649
1975 0,462
Segundo o Relatório de Desenvolvimento Humano 2007/2008 do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) o Brasil entrou pela primeira vez para o grupo de países com elevado desenvolvimento humano, com um índice medido em 0,800 no ano de 2005. Mesmo com uma evolução de 0,008 no índice ante os 0,792 de 2004, o país perdeu uma posição devido ao grande salto dado pela Arábia Saudita, figurando na 70ª colocação mundial, logo abaixo da Macedônia (0,801) e acima de Dominica (0,798), entre 177 países-membros das Nações Unidas.
Ainda segundo o relatório, doze países da América Latina e do Caribe têm desempenho superior ao brasileiro: Panamá (62ª colocação com 0,812), Trindade e Tobago (59ª colocação com 0,814), Antígua e Barbuda (57ª colocação com 0,815), São Cristóvão e Névis (54ª colocação com 0,821), México (52ª colocação com 0,829), Cuba (51ª colocação com 0,838), Bahamas (49ª colocação com 0,845), Costa Rica (48ª colocação com 0,846), Uruguai (46ª colocação com 0,852), Chile (40ª colocação com 0,867), Argentina (38ª colocação com 0,869) e Barbados (31ª colocação com 0,892).

Há muitas controvérsias quanto ao relatório de 2007 divulgado pelas Nações Unidas. Muitas instituições afirmam que o Índice de Desenvolvimento Humano do Brasil possa estar errado e que o correto seria de 0,802 a 0,808. O motivo seria a não atualização de vários dados relativos ao Brasil por parte da organização. O primeiro dado seria o do PIB per capita, que atualizando as revisões do IBGE seria de US$ 9.318 e o índice saltaria para algo entorno de 0,806. Outro dado é a taxa de alfabetização, que evoluiu 88,6% para 89,0%, isso significaria uma elevação de 0,003 no índice final. E há ainda um problema estatístico, a renda per capita de 2005 foi calculada com base em uma projeção de população de 184 milhões de brasileiros. Mas a Contagem Nacional da População, feita recentemente pelo instituto, revelou que apenas em 2007 o país atingiu este número de habitantes. Se isso for levado em conta, com menos gente para repartir o PIB, a renda per capita subirá, e o índice ganhará um acréscimo de 0,002.
Mesmo assim, o Brasil continua a ser internacionalmente conhecido por ser uma das sociedades mais desiguais do planeta, onde a diferença na qualidade de vida de ricos e pobres é imensa. Mas dados estatísticos recentes, contidos na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que o quadro começa a se alterar. Entre 2001 e 2004 a renda dos 20% mais pobres cresceu cerca de 5% ao ano enquanto os 20% mais ricos perderam 1%. Nesse mesmo período houve queda de 1% na renda per capita e o Produto Interno Bruto (PIB) não cresceu significativamente. A explicação dos economistas brasileiros e também de técnicos do Banco Mundial para a redução das desigualdades está nos programas de distribuição de renda, como o Bolsa Família. No entanto, como mais de dois terços dos rendimentos das famílias brasileiras provém do trabalho assalariado, há necessidade de crescimento da economia e do mercado de trabalho.

Educação
35 Emirados Árabes Unidos 88,0
36 Brasil 87,5
37 Malásia 87,3
Na área de educação, o Brasil tem melhor desempenho que a média mundial e regional. No relatório 2007, o país ficou com um índice de alfabetização adulta de 88,6% (64ª colocação mundial, logo abaixo dos Emirados Árabes Unidos e logo acima de São Vicente e Granadinas), índice igual ao encontrado em 2004, por conta das Nações Unidas não ter atualizado os dados. Segundo o IBGE, a taxa de alfabetização adulta evoluiu de 88,6% para 89,0% no período. O relatório captou, porém, um aumento no percentual de pessoas em idade escolar dentro das escolas e universidades, de 86,0% em 2004 para 87,5% em 2005 (36ª colocação mundial, logo abaixo da Alemanha e acima de Singapura).

Longevidade
78 Jordânia 71,9
79 Brasil 71,7
80 Arménia 71,7
Na área de longevidade, o Brasil vem conquistando grandes avanços nos últimos anos. A expectativa de vida em 2005 foi estimada em 71,7 anos ao nascer (79ª colocação mundial, logo abaixo da Jordânia e acima da Armênia) segundo o relatório. Em 2004, o índice era estimado em 70,8 anos ao nascer, e, em 2000, 67,7 anos. A esperança de vida brasileira supera a média global. Esse aumento da longevidade é um indicativo de melhoras no acesso a alimentação, saúde e saneamento.

Renda
66 Turquia 8,407
67 Brasil 8,402
68 Tunísia 8,371
Por fim, também a renda influi no cálculo do desenvolvimento humano, sendo no que o Brasil mais precisa melhorar. O último relatório das nações unidas apresenta um PIB per capita (PPC) de US$ 8,402 (67ª colocação mundial, logo abaixo da Turquia e acima da Tunísia). Com isso, a renda dos brasileiros aumentou, entre 2004 e 2005, de US$ 8.195 PPC para US$ 8.402 PPC. O que causa controvérsia pois as Nações Unidas não atualizaram as revisões do IBGE e continuam usando os métodos do chamado "Velho PIB". Com uma revisão de cálculos em Março de 2007, o IBGE descobriu que o país era 10,9% mais rico do que se imaginava, mudando assim uma série de dados, entre eles o PIB per capita que deveria ser de US$ 9.318.